A autossabotagem ou o autoboicote sempre foi um tema muito comum na minha vida. Ao longo dela, percebi que preciso ficar sempre atenta se os meus movimentos ou a falta deles estão me boicotando ou não.

Separei algumas perguntas para você perceber se também já passou por esse tipo de situação:

    • Você já teve medo de ser feliz, ou de melhorar de vida?
    • Já procrastinou alguma vez com algo que era muito importante pra você ?
    • Já perdeu a hora diante de um compromisso muito importante ou teve um empecilho que te atrapalhou para fazer algo que seria grande para sua vida?

Se você já viveu pelo menos uma dessas situações, é possível que já tenha se autoboicotado ou autossabotado em algum momento da sua vida.

Autossabotagem como estratégia de sobrevivência

Para contar um pouco sobre isso, que tal falarmos um pouco sobre o ego e a alma? O ego é tudo aquilo que nos compõe, informações que trazem contorno para quem somos como indivíduos sociais e emocionais, é nossa identidade, gostos, profissão, viagens que realizamos, experiências que tivemos, pessoas que nos relacionamos, nossa história etc. Ele é parte da nossa mente consciente, do que sabemos sobre nós, nosso contorno.

Já a nossa alma é expansiva, sem borda, é grande, deseja ir além, melhorar sempre. Ela nos convida a fazer movimentos de expansão, nos inspira crescer, melhorar, cruzar limites, fronteiras, conhecer, suspirar. Ela nos convida constantemente a experimentar o novo. Nossa alma nos pede expansão, mudança, realização, felicidade.

O nosso ego precisa de rotina, de lugares conhecidos. Quando a alma faz o convite de expansão, logo vem a voz do ego que vai tentar “nos convencer” que esse movimento pode ser perigoso, ou desnecessário. . Ele vai dizer: “Acorda mais tarde, fica aqui, dorme mais um pouco, não precisa mudar”. Fazer sempre a mesma coisa, repetir hábitos e crenças, faz com que nosso cérebro economize energia. É uma mecanismo inteligente de otimização dos nossos esforços. E precisamos estar atentos à esse mecanismo porque ele pode nos endurecer, nos deixar rígidos e a não querermos mudanças.

Algumas formas para lidar com a autossabotagem

Há alguns movimentos que eu uso para lidar com a minha autossabotagem e que costumo compartilhar com minhas clientes:

1) Investigue a procrastinação

Quando você perceber que está procrastinando, ou seja, adiando alguma ação importante pra você, pare e pergunte: “Por que estou fazendo isso? O que está por trás dessa não vontade de agir? Estou com medo? Se sim, medo de que?”.

2) Converse com o medo

Diante de uma situação de medo, estas duas perguntas podem abrir caminhos de percepção:

  • Qual é a melhor coisa que vai me acontecer se eu realizar essa tarefa?
  • Qual é a pior coisa que vai acontecer se eu fizer essa tarefa?

3) Converse com a insegurança

Quando estiver diante de uma situação que te paralisa, ou que te amedronta, ou que te dá insegurança pergunte pra você mesma: “Qual é o pequeno passo que posso dar em direção ao meu objetivo?”. Quando fazemos pequenos movimentos, vamos reconhecendo o caminho aos poucos e ele não parece tão grande, nem tão assustador.

Siga um passo por vez. E assim você vai expandindo aos poucos, com segurança. Essa é uma estratégia que eu uso diante de grandes tarefas, ou de novas rotinas, novos hábitos, ou quando quero construir coisas novas.

Quando aprendemos a lidar com a autossabotagem, nós ganhamos força. Aprendemos que não há nada de errado com os nossos medos. Eles servem para nos preservar, nos cuidar e que podemos conversar com esse medo com gentileza, carinho e acolhimento.

E assim podemos começar a fazer pequenos passos para essa expansão que nossa alma tanto nos convida. E quando menos percebemos, chegamos num lugar de conforto, onde é bom ser quem somos, conectadas com o nosso propósito, com aquilo que nossa alma nos inspira sobre felicidade, viver em harmonia, construir a vida que queremos e sonhamos.

Assista ao vídeo que fiz sobre autossabotagem:

Aqui compartilho também uma frase, da Marianne Williamson, que tem a ver com o tema e traz uma reflexão: “É a nossa luz, não nossa escuridão, o que mais nos assusta”.

Espero que este texto te apoie nos seus processos de autoconhecimento. E se você se percebe nesse lugar de autossabotagem, conta pra mim nos comentários. Vou ficar feliz em te ouvir.

Se sentir que precisa de apoio nessa jornada, conte comigo!
Deixo aqui alguns dos meus trabalhos pra você conhecer – Terapia e Terapia Breve.

Leia também:
Como acordar a escuta do nosso corpo?
O que é autoconhecimento e por onde começar?

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