Como usar o nosso corpo como radar para a vida?
Essa é uma pergunta que recebi no meu Instagram. Quem a trouxe certamente sabe sobre meu trabalho. O tempo inteiro faço convites para olharmos para o nosso corpo, senti-lo e refinarmos essa comunicação.

Para falar sobre isso, preciso contar um pouco sobre minha história para você entender porque isso é tão importante pra mim. Minha relação com meu corpo sempre foi confusa e caótica. Eu era uma menina dos esportes, da dança, do movimento. Tive uma infância muito ativa, com muita experiência corporal: brincar na rua, andar de bicicleta, jogar bola, correr, pular. .

Aos sete, oito anos de idade, comecei a ganhar peso. Meus pais me levaram ao endocrinologista e comecei uma história de amor e ódio na relação com a comida e com o corpo. Nunca fui uma criança obesa, mas sempre gordinha.

Aos 11 anos, vi uma foto minha de biquíni e, depois disso, adotei o maiô como a única roupa de banho possível por achar a minha barriga grande demais. A verdade é que a forma que esse tema era tratado na minha casa fez com que eu tivesse uma grande distorção na minha imagem. Eu me sentia muito mais gorda do que era.

O corpo foi virando uma questão e eu fui me desconectando porque ele começou a virar um espaço de sofrimento. Fui me desconectando, deixando de sentir, para que não doesse porque era um assunto que trazia um bocado de sofrimento pra mim.

Conversa com meu corpo

Grande parte do meu processo de autoconhecimento girou em torno de retomar essa conexão, mas eu não tinha clareza disso. Um dia fiquei diante de uma escolha difícil onde não sabia qual decisão tomar. Um grande amigo me fez um convite: “O que seu corpo quer? Para onde seu corpo quer ir?”.

Esse convite foi muito intrigante. Primeiro porque tinha um lugar em mim que não sabia por onde começar a pesquisar, e outro lugar sabia o que ele estava falando. Era como se eu conhecesse esse convite, mas estava muito distante de mim. Eu comecei a desenvolver formas de acordar a escuta do meu corpo.

Isso foi uma grande descoberta. Naquele dia ganhei minha varinha mágica. Eu ganhei de volta a minha bússola interna. Isso fez muita diferença na minha vida. Sempre que me via em dúvida, perguntava ao meu corpo: “Onde você quer estar? Pra onde vamos?”.
E, desde então, venho refinando essa arte que é a arte da escuta do meu corpo.

Não foi fácil. Mesmo porque eu havia me desconectado dele tinha bastante tempo.

E como refinar essa escuta?

Hoje eu venho compartilhar quais foram (e ainda são) meus caminhos de investigação dessa arte.

1) Acorde seus cinco sentidos

Costumo chamar de arte que é acordar os nossos cinco sentidos: olfato, paladar, tato, visão e audição.

Tem um vídeo meu que fala sobre acordar o prazer. Assista:

2) Perceba o movimento que seu corpo que fazer

Comece a dar voz para qual é o movimento que seu corpo deseja fazer. Quando você estiver diante de uma escolha (seja uma escolha simples ou difícil), feche os olhos por alguns minutos, respire e imagine as escolhas na sua frente, olhe pra elas e sinta qual movimento seu corpo quer fazer. Em qual direção ele quer ir? Para onde seu corpo se movimenta?

Muitas vezes as nossas dúvidas surgem porque existe uma briga entre a razão e o sentir. O nosso corpo traz a voz da nossa alma. Um olhar que vem de um lugar onde moram todas as respostas.

3) Onde você sente preguiça ou entusiasmo?

A terceira forma é muito preciosa e me ajuda muito e a saber quais são os melhores movimentos que devo tomar na vida. Observe onde você tem preguiça e onde tem entusiasmo. E o que isso quer te contar?

Quando você está fazendo algo, você está com ou sem energia? Seja o que for: limpar a casa, escrever um texto, trabalhar, brincar com as crianças, se exercitar, namorar – se perceba durante essas situações se tem energia ou preguiça no seu corpo e pergunte o que isso quer te contar.

Quando você está em um lugar onde sente energia, movimento, esse é um bom lugar, um lugar de grande potência. Já a preguiça, ou a falta de energia pode te contar sobre um possível autoboicote, ou até mesmo um indício de que não é um bom lugar pra você naquele momento. Converse com a preguiça pra saber o que ela te comunica.

Por que é bom desenvolver a escuta do corpo?

Porque ganhamos uma bússola interna e ela nos leva para um lugar mais alto de autoexpressão. Trazemos de volta o nosso instinto, essa parte nossa que é muito intuitiva, farejadora de potencial e de perigo também. Apropriar-se dessa bússola interna é um grande presente. E de posse desse poder, nos alinhamos com o fluxo da Vida, o fluxo de prosperidade e abundância, o nosso caminho – aquele que é só nosso!

Eu desejo um mundo onde as mulheres estejam/sejam apropriadas da escuta dos seus corpos com delicadeza e força. Só assim conseguiremos ser verdadeiramente livres.

Assista ao vídeo que fiz contando sobre o tema deste texto:

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Talvez você se interesse em conhecer dois dos mergulhos que eu anfitrio: Terapia e Terapia Breve.

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